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Alibaba: o império do comércio eletrónico da China

Alibaba: o império do comércio eletrónico da China

 

Se é um utilizador regular da Internet ou costuma viajar pelo mundo e já passou pela China, é muito provável que já tenha ouvido falar do Alibaba. Esta loja online tem dado muito que falar nos últimos anos, ao registar não apenas valores astronómicos de lucro mas provocando reacções na bolsa que nunca antes tinham sido vistas.

Não é surpresa nenhuma que nos últimos anos o comércio eletrónico tenha crescido. Ainda assim, os resultados obtidos pelo Alibaba conseguem ultrapassar certas expectativas. Segundo o direitor financeiro da Unilever, numa entrevista dada em abril de 2015, este fenómeno poderá ser facilmente explicado pelo facto de as empresas de bens de consumo na China terem reagido de forma muita lenta às mudanças no mercado. Enquanto mercados como o norte-americano e o britânico estavam já em crescimento, o mercado eletrónico chinês manteve-se inalterado durante alguns anos.

O crescimento, porém, quando chegou veio para ficar. Uma análise da agência Xinhua ao mercado do comércio eletrónico chinês revelou que, em 2014, se faturaram mais de 600 mil milhões de dólares, valores que não ultrapassavam apenas os números dos EUA (390 mil milhões de dólares) e do Reino  Unido (99 mil milhões de dólares)… Mas que eram superiores à soma dos dois! Uma investigação mais atenta aos números mostrou ainda que a maior parte das vendas aconteceram num único dia (11 de novembro) e que só o site Alibaba lucrou, nesta data, mais de 14 mil milhões de dólares.

De onde vem então o sucesso desta loja online que vende milhares de produtos e que conta, no seu catálogo, com mais de 800 mil falsificações? É isso mesmo que tentamos perceber nos parágrafos que se seguem.

Alibaba: de onde vem tanto sucesso?

alibaba

À primeira vista, o Alibaba não é muito mais do que uma loja de comércio eletrónico, semelhante a muitas outras que conhecemos e de que já falamos no nosso blog. Com distribuição para quase todo o mundo, o Alibaba conta com um catálogo gigantesco de produtos, desde vestuário a artigos de entretenimento, distribuídos por várias categorias e que podem ser encontradas através de um motor de pesquisa. Os preços variam conforme o produto e a marca, apesar de serem competitivos e de estarem constantemente em promoção.

Em 2014, quando se estreou na bolsa de valores de Nova Iorque, o Alibaba começou a vender acções a 68 dólares. Em poucas horas, o número cresceu para os 100 dólares. Mas nada disso se compara aos valores mais tarde registados: em dois meses, os 100 dólares cresceram em 76%, comprovando que o Alibaba, líder no mercado chinês, possuía total controlo sobre o comércio eletrónico na China.

Mas eis então que se sucede uma reviravolta: o Alibaba entra na linha de fogo de um órgão do governo, fecha acordos que desconcertam os investidores e troca de CEOs quando o crescimento desacelera. Como se isso não fosse mau o suficiente, a economia chinesa sofre um abalo intenso que se reflete nos níveis de consumo e, inevitavelmente, nos lucros até então registados pelo gigante chinês.

 

Quando o preço das ações ficou abaixo do valor vendido inicialmente na abertura do mercado, Daniel Zhang, presidente executivo da empresa, escreveu uma nota para tranquilizar os funcionários e assegurar: “Vamos esquecer o preço das ações, não nos devemos deixar distrair por obstáculos de curto prazo, mas planear o futuro e manter o plano”.

O que é que o Alibaba fez? Basicamente, começou a adotar um plano estratégico que envolvia medidas pouco ortodoxas, se assim podemos dizer. Mais do que investirem em comércio eletrónico, começaram a apostar em diversos segmentos, como as cotas de participações de uma equipa de futebol de Guangzhou, a compra de uma pequena empresa de smartphones chineses, um estúdio de entretenimento não lucrativo e talvez o mais diferenciado deles, a compra do jornal em língua inglesa mais influente de Hong Kong, o South China Morning Post.

Ainda assim, este plano do Alibaba parece estar a dar alguns resultados. Recentemente, a empresa confirmou ao regulador de Wall Street que ultrapassou a rede norte-americana Walmart no valor bruto de vendas, tornando-se a maior empresa do mundo de vendas de bens de consumo.

Jack Ma: o homem por detrás do Alibaba

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Curiosamente, o site foi criado por um ex-professor universitário, chamado Jack Ma que é, atualmente, o terceiro homem mais rico da China, com uma fortuna avaliada nos 10 mil milhões de dólares.

A trajetória de sucesso de Jack Ma começou com a primeira empresa de Internet da China: um site chamado China Pages. Porém, este primeiro projeto sofreu alguns entraves às mãos do governo comunista do país e a empresa acabou fechar. Mas isso não significava que Jack Ma estivesse preparado para deixar o mundo digital. Logo em 1999, o empresário tentou um novo negócio. Com um grupo de 17 amigos, criou o Alibaba. Com o tempo, o site começou a render bons frutos e hoje conta com aproximadamente 24 mil funcionários.

Não é de admirar ainda que Jack Ma se tenha tornado um verdadeiro ídolo na China, respeitado até mesmo pelo governo do país.

 

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