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Estamos perante a geração touch screen?

Estamos perante a geração touch screen?

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Nos últimos anos temos assistido à evolução simultânea de vários campos da ciência e da tecnologia. A tendência atual é para que os dispositivos móveis se tornem cada vez mais versáteis, substituindo funcionalidades às quais normalmente só teríamos acesso se usássemos um computador tradicional.

Neste artigo falamos-lhe daquela que pode ser considerada a “geração touch screen“. Ainda não atingiram a maioridade – alguns nem sequer a adolescência – mas a verdade é que as crianças de hoje já mostram mais destreza do que muitos adultos quando o assunto é tecnologia.

Filhos do digital, estes futuros graúdos foram desde cedo habituados a mexer em telemóveis e tablets, onde bastava um toque para conseguirem manipular a mais complicada das ferramentas. Os mais novos começam até a achar estranho que nada aconteça quando tocam no ecrã da televisão.

Pois, se dúvidas havia, agora podemos dizer com certeza absoluta que o futuro é touch.

Mas o que é o touch screen? E como funciona? Como provavelmente já sabe, este é um sistema que procura tornar a experiência de usabilidade de qualquer dispositivo mais intuitiva, através do toque. O conceito começou a ser trabalhado em meados dos anos 60, mas só recentemente é que se tornou algo banal e de uso comum.

Se até há bem pouco tempo a tecnologia touch era uma coisa de filme, com o desenvolvimento dos dispositivos móveis hoje são poucos aqueles que nunca deram uso a esta funcionalidade. Zoom, arrastar ficheiros ou escrever sem um teclado físico são apenas algumas das funcionalidades que todos usamos vulgarmente no nosso dia-a-dia.

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Touch screen: Qual o impacto da tecnologia nas camadas jovens?

Os mais velhos costumam olhar surpreendidos para a destreza com que as crianças utilizam telemóveis, tablets e tencologia em geral. “Como é que o miúdo ainda não sabe ler nem escrever e já consegue escolher o filme que quer ver?”, questionam-se.

Pois,  uma coisa todos sabemos: as crianças são curiosas por natureza. Ao colocar um objeto estranho à frente, o primeiro instinto será querer tocar e explorar. A novidade é que com a introdução do sistema touch screen os objetos tornaram-se como uma espécie de ser-vivo que reage ao toque.

A grande diferença em relação a outros aparelhos – como a televisão ou o rádio – é que o tablet congrega uma série de funções e aplicativos que dão à criança uma maior liberdade de escolha do que simplesmente mudar de canal ou procurar uma nova música.

O fenómeno da “geração touch screen” tem sido tão notório que hoje são muitos os educadores e especialistas das áreas da psicologia infantil que se perguntam quais os efeitos da exposição às tecnologias touch? Afinal, serão os efeitos positivos ou negativos?

Para responder a esta pergunta, o Departamento de Pediatria do Centro Médico de Boston dos Estados Unidos da América reuniu uma equipa de investigadores que estudou uma série de artigos da revista Pediatrics. O objetivo era reunir e comprar informação para que pudessem deixar conselhos que ajudassem os pais a sensibilizar os filhos para o mundo tecnológico. No final, chegaram a duas grandes conclusões

1 – Necessidade de acompanhamento

Como dissemos há pouco, muitas crianças ainda não sabem ler nem escrever e já querem mexer no tablet do pai ou da mãe. Nada contra, no entanto é necessário que os adultos tenham o cuidado de supervisionar a utilização – principalmente numa primeira fase.

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Se é pai, tenha sempre o cuidado de experimentar os aplicativos que a criança escolhe instalar e só depois é que permita a sua utilização. Reconhecendo o peso das crianças na utilização de dispositivos móveis, existem hoje muitas empresas que se dedicam à criação de apps grátis ou pagas para o público infantil.

2 – Valor educacional

Existem vários estudos que comprovam que os tablets podem ser um estimulo à educação. Por natureza mais atrativos do que uma folha de papel, estes dispositivos permitem navegar na Internet, utilizar aplicações ou ver vídeos. Leia este artigo e conheça como serão as escolas do futuro.

O importante é que saiba extrair o valor educativo do dispositivo e ensine o seu filho a utilizá-lo da melhor forma.

Os efeitos na socialização infantil

Outro aspeto a ter em atenção é a forma como a exposição excessiva às novas tecnologias pode afetar a socialização infantil. O fenómeno não é exclusivo dos aparelhos touch screen, uma vez que existem vários estudos que mostram que demasiado tempo em frente ao computador ou da televisão podem afetar a capacidade das crianças de fazer amigos ou estabelecer relações sociais.

No que diz respeito à educação, especialistas consideram que os tablets podem ser excelentes ferramentas de apoio, mas não devem substituir a escola, nem tão pouco o papel do professor. Porquê? Porque uma parte importante do desenvolvimento passa pelo contacto com o outro e, no fundo, não se trata apenas de conhecimento, mas também de crescimento emocional.

Quando falamos de crianças pequenas, os investigadores salientam que é importante conciliar o tablet com outros jogos cara a cara. Se as crianças se habituarem demasiado ao touch screen ou se na altura de aprenderem a escrever começarem logo a usar o tablet, é possível que apresentem maiores dificuldades em se adaptarem à escrita manual.

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– Como serão as escolas do futuro?

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