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Selfie: o fenómeno que invadiu as redes sociais

Selfie: o fenómeno que invadiu as redes sociais

 

Já alguma vez tirou uma selfie? Alguns dizem que é uma moda, outros que não passa de uma forma de chamar a atenção. A verdade é que não são necessárias estatísticas para afirmar que as redes sociais estão inundadas de selfies. Mas, afinal, como é que terá surgido este fenómeno e quais são os fatores que o explicam?

O que muitos não sabem é que o termo não é de agora. A palavra foi utilizada pela primeira vez em 2002, num fórum australiano. Durante uma conversa, Nathan Hope – vulgo Hopey – colocou uma foto com os lábios inchados depois de um acidente numa festa de aniversário regada com muito álcool.

No final da mensagem, o utilizador desculpou-se pela qualidade da foto dizendo “desculpem estar desfocada, foi uma selfie“. A partir daí pouco mais se sabe sobre como a palavra viria a tornar-se tão famosa.

Quando se deu o boom do termo, vários jornais falaram com Nathan Hope. Em entrevista, o australiano assumiu que, na altura, nem soube que tinha sido o primeiro a utilizar a palavra selfie na Internet. Aliás, ele já nem tampouco se recordava da publicação feita no tal fórum. “Não fui eu que inventei a palavra“, explica, salientando que era algo que se dizia na época para descrever uma “imagem que tirávamos a nós próprios”.

Com o passar do tempo, o termo começou a ser tão utilizado que, em novembro de 2013, o Dicionário Oxford decidiu que selfie era, sem dúvida, a palavra do ano. De acordo com os editores, a sua utilização tinha aumentado em 17 000%, desde o ano anterior. O fenómeno deve-se sobretudo às selfies das celebridades, divulgadas através das redes sociais.

Mas, afinal, o que significa selfie? A palavra é um diminutivo de “self-portrait“, auto retrato em inglês. As fotografias são normalmente tiradas com um telemóvel ou com uma câmara digital e são posteriormente publicadas nas redes sociais, como o Facebook, o Twitter ou Instagram. Casuais, sorridentes ou simplesmente parvas, há selfies para todos os gostos.

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Porque é que se tiram selfies?

O fenómeno das selfies tem captado a atenção de psicólogos e sociólogos em todo o mundo. A discussão é nova e, apesar de haver pontos de concordância entre os especialistas, ainda não há um consenso.

Afinal, porque é que se tiram selfies? Estudiosos falam de uma “febre do eu“, um sintoma que indica que todos nós somos um pouco narcisistas e que precisamos do reconhecimento dos outros para estarmos bem connosco próprios. Uma espécie de egoísmo que, sendo na medida certa, até pode ser saudável.

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Dizem os especialistas que o fenómeno deve ser analisado à luz da sociedade atual. Todavia, não se trata de uma questão geracional. Se há anos atrás, dispuséssemos das mesmas tecnologias e meios que hoje possuímos, quem sabe se as selfies – com este ou outro nome – não teriam nascido mais cedo?

O argumento sustenta o facto de este egoísmo humano ser transversal e não uma coisa de gerações. Desta forma, pretende-se refutar o tom depreciativo que leva muitos a pensar que as selfies são o reflexo claro de uma geração que é, por natureza, fútil e desprovida de valores.

Para provar que o desejo de fama não é de agora, recordemos a famosa frase de Andy Warhol, segundo o qual “no futuro todos teremos 15 minutos de fama“. Se quisermos ir mais atrás no tempo, recordemos a própria origem da palavra “narcisismo”, posteriormente explorada por Sigmund Freud. O conceito tem origem na mitologia grega, onde se contava a história de Narciso, um homem dono de uma beleza extraordinária.

Depois de negar e desprezar o amor de todas as musas, Narciso foi amaldiçoado pela deusa da vingança, Némesis, que o condenou a viver um amor impossível – como o das musas. Certo dia, ao debruçar-se numa fonte para beber água, Narciso apaixonou-se pelo seu próprio reflexo e ali definhou enquanto tentava alcançar o seu outro “eu“.

A Geração Me Me Me

geração me me meO assunto foi altamente discutido em maio de 2013, depois da publicação do artigo da revista TIME chamado “The Generation Me Me Me“, que designava também o grupo de pessoas jovens, nascidas entre os anos 1980 e 2000, e conhecidos por Millennials: miúdos preguiçosos, considerados narcisistas que ainda vivem com os pais.

Na capa dessa edição surgia uma rapariga a tirar uma selfie. No artigo, o jornalista Joel Stein escreveu: “Estou prestes a fazer aquilo que as pessoas mais velhas fizeram ao longo da história: chamar aqueles que são mais novos do que eu de preguiçosos, intitulados de egoístas e superficiais. Mas eu tenho estudos! Tenho estatísticas! Tenho frases de académicos de renome! Ao contrário dos meus pais, dos meus avós e dos meus bisavós, eu tenho provas.”

O artigo polémico causou várias reações – concordantes e opostas. Um estudo da Universidade de Bentley Massachusetts, nos Estados Unidos da América, alerta para os perigos da generalização, mostrando que cerca de 80% dos Millenials estão mais preocupados em deixar uma marca positiva no mundo do que com o próprio reconhecimento.

 

As selfies dos famosos

Com o aparecimento das redes sociais, muitos atores, cantores ou apresentadores de televisão criaram as suas próprias páginas para comunicar com os fãs. A socialite norte-americana Kim Kardashian, por exemplo, é conhecida como a rainha das selfies por publicar quase regularmente fotos suas na piscina ou em festas.

Na cerimónia dos Oscars de 2014, a anfitriã Ellen DeGeneres tirou uma foto na plateia, junto de vários atores. A imagem foi partilhada no Twitter e rapidamente se tornou numa tendência das redes sociais, superando um milhão de partilhas só no espaço de uma hora. Mas o fenómeno não é exclusivo das celebridades.

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Recentemente, também o presidente dos Estados Unidos e até o próprio Papa Francisco aderiram a este fenómeno que até já chegou, literalmente, ao espaço: em 2012, o astronauta Akihiko Hoshide tirou uma selfie espacial, com a câmara refletida no capacete e o Planeta Terra refletido atrás de si.

Com diferentes variantes, as selfies permitem dar asas à criatividade de cada um. Fotos no ginásio, jantares de grupo ou até mesmo belfies – fotos onde o destaque não é a cara, mas sim o rabo – são apenas alguns exemplos.

Selfies que correram mal

Volta e meia surgem polémicas a envolver o fenómeno. Se algumas não passam de “fait diver”, outras são verdadeiras tragédias. Foi o caso de um casal polaco que decidiu passar as barreiras de segurança do Cabo da Roca para tirar uma selfie. Os dois jovens acabaram por cair, sendo que a queda foi assistida pelos dois filhos de 5 e 6 anos que presenciaram a morte dos pais. Um episódio semelhante aconteceu na Puente de Triana em Sevilha.

Nas Filipinas, uma rapariga de 14 anos acabou por morrer depois de perder o equilíbro enquanto tirava uma selfie, caindo na escadaria da sua escola. Também um jovem de 15 anos sofreu ferimentos graves depois de dar um tiro enquanto segurava uma arma para tirar uma selfie.

Outro caso conhecido é o de Breanna Mitchell, uma turista que resolveu tirar uma selfie sorridente enquanto visitava o antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polónia. Desde então, a jovem tem sido insultada nas redes sociais e inclusive já recebeu várias ameaças de morte.

Não tão trágico, mas ainda assim curioso é o episódio que envolve uma macaca nigra e o fotojornalista David Slater. Enquanto fotografava a espécie, deixou a máquina pousada, e um dos macacos pegou nela e tirou uma selfie. Desde então surgiram várias polémicas sobre a questão dos direitos de autor.

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