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Bethany Mota: a luso-descendente com 7,8 milhões no Youtube

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Bethany Mota: a luso-descendente com 7,8 milhões no Youtube

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Bethany Mota, filha de um emigrante açoriano, está a dar que falar nos Estados Unidos. Após criar um canal YouTube em 2009, onde começou a expressar as suas opiniões sobre moda, Beth – o nome pelo qual é conhecida entre os fãs – conseguiu atrair milhões de espectadores com a sua personalidade carismática. Mais do que uma mera estrela dos vídeos, Bethany Mota está a tornar-se na voz de uma geração que vive ligada às redes sociais.

Neste post, traçamos o perfil desta luso-descendente que conquistou o sucesso em frente a uma webcam.

No outono de 2014, a 19.ª temporada da série norte-americana “Dancing with the Stars”, transmitida pela ABC, apresentou como uma das suas concorrentes a jovem Bethany Mota. “Quem?”, perguntaram alguns telespectadores que não reconheciam a jovem. Ao lado de outras celebridades concorrentes, a Youtuber passava facilmente despercebida.

Mas o mérito para ali estar foi rapidamente esclarecido pela apresentadora do programa: com 18 anos, Bethany Mota era já responsável por um canal com uma audiência superior a 7 milhões de seguidores. O sucesso da jovem apanhou de surpresa as massas que até então pouco tinham ouvido falar daquela jovem da Internet… Mas os fãs de Bethany não podiam estar mais entusiasmados.

Já bem conhecida entre os adolescentes norte-americanos, a jovem Bethany Mota conquistava agora o resto da nação. O sucesso na pista de dança e o apoio incondicional dos fãs valeram-lhe o 4.º lugar no concurso de talentos. Ainda assim, Bethany Mota sabe que a carreira não passa pela televisão. Pelo menos não agora. A Internet ocupa todo o seu tempo.

Bethany Mota: do ciberbullying ao ciber-sucesso

Com mais de 7,8 milhões de seguidores no YouTube e cerca de 6 milhões no Twitter e no Instagram, Bethany tem uma legião de adeptos que pulam do espaço virtual para a vida real, seja à procura de tirar uma selfie com a estrela ou de pedir-lhe um autógrafo. Mas nem sempre foi assim.

Tal como tantos outros vloggers, Bethany Mota começou do zero. A sua paixão pela moda fê-la enveredar pelo vlogging – a publicação de conteúdos tipo post em formato vídeo. Tinha 13 anos quando fez o carregamento do primeiro vídeo e, na altura, não passava de uma menina tímida, num quarto bege e simples, desprovido de cores.

Curiosamente, Bethany estreou-se na Internet numa fase cinzenta da sua vida. Vítima de ciberbullying por parte de um grupo de amigas, a jovem decidiu pôr a escola de lado durante umas semanas e isolou-se em casa, diagnosticada com uma depressão. Tinha vergonha de voltar à escola: alguém tinha criado uma conta falsa dela no MySpace e publicado mentiras.

Em casa, virou-se então para os computadores e concentrou a sua energia num tema que adorava: moda. Gradualmente foi-se tornando conhecida. As pessoas escreviam-lhe a agradecer os conselhos de moda a explicar como podiam ficar melhor maquilhadas ou vestidas. A rapariga frágil que Bethany Mota era estava agora a dar voz a outras raparigas inseguras.

As marcas estão de olhos postos em Beth

Desde que começou que Beth produziu mais de 300 vídeos. Quase todos são descrições detalhadas de produtos de moda e cosméticos comprados por Bethany ou oferecidos pelas marcas.

Aproveitando o fenómeno dos bloggers e vloggers, as marcas têm adaptado as suas estratégias de marketing de forma eficaz: oferecem os seus produtos a quem os pode promover junto às massas. É a melhor maneira de fazer chegar ao consumidor informação de qualidade sem ser a própria marca a promover o produto.

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A par com o sucesso que os vídeos de Bethany trouxeram à sua vida, também se notam diferenças como aquelas que o quarto sofreu. O lugar bege, sisudo e silencioso dos primeiros vídeos evolui para um espaço colorido, cheio de almofadas e luz. A própria decoração do quarto inspira os milhões de adolescentes que acompanham Bethany Mota através do Youtube.

Este é mais um exemplo do tipo de conexão emocional que Bethany Mota estabeleceu com os seguidores. A jovem ajuda outros adolescentes a amadurecer, transmitindo conselhos, ensinando-os a crescer num mundo que é exigente para a geração sempre online. Antigamente, os termos de comparação existiam na escola e na família. Hoje, este sistema é mais complexo e para entender toda essa complexidade é importante se alguém sintetizar tudo o que é importante.

O pai de Bethany, Tony Mota – natural da ilha de São Jorge, de onde emigrou para os EUA em criança, com os pais, nos anos 60 – garante que o talento da filha em comunicar com os outros adolescentes é a sua maior fonte de rendimento. A jovem é capaz de passar 20 horas seguidas a trabalhar: gravar, editar e idealizar são tudo tarefas que só ela executa.

A atividade na Internet e como estilista para uma cadeia de lojas de roupa norte-americana, a Aéropostale, deixam-lhe pouco tempo livre. A universidade ficou adiada por causa do trabalho.

Para já, o ordenado que recebe é um mistério que Bethany Mota e a família não revelam mas que, de acordo com especialistas, deve rondar os 500 a 750 mil dólares, o equivalente a 385 a 578 mil euros. Sejam quais forem os rendimentos, a verdade é que o mundo de Bethany absorveu grande parte da família, desde a avó à irmã, passando pelos pais e pelo tio, que juntos trabalham com a adolescente.

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