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Huffington Post: a história do jornal online mais lido do mundo

Huffington Post: a história do jornal online mais lido do mundo

 

O The Huffington Post – também conhecido meramente como Huff Post – é atualmente o maior portal de notícias e agregador de blogs do mundo. Há quem diga que é o próprio futuro da informação. O jornal digital agrega temas diversos ao mesmo tempo que presta informação útil a comunidades diferentes entre si.

Fundado nos Estados Unidos em 2005, pelas mãos da grega Arianna Huffington, o jornal continua hoje a manter a liderança no campo da inovação. Cruzando referências, quer sejam novidades que lhe chegam das praças do Cairo ou dos laboratórios médicos mais avançados, o jornal online reúne no mesmo sítio sensibilidades distintas, fomentando a troca de dúvidas e certezas.

Temas como políticas, negócios, entretenimento, ambiente, tecnologia, estilos de vida, comédia, saúde e notícias locais fazem parte desse variado leque que compõe o jornal. Com 6 edições internacionais – entre as quais o Huffington Post Brasil –, estão ainda planeadas edições na Grécia, Índia e Arábia.

Hoje, Arianna Huffington continua à frente do jornal embora o tenha vendido por mais de 300 milhões de dólares em 2011. De olhos postos no futuro, a ambição da jornalista não conhece fim. Em 2014, o seu percurso profissional provou ser suficiente para que a Forbes a considerasse mesmo uma das mulheres mais poderosas do mundo.

Neste post, tentamos perceber de onde vem o sucesso do maior jornal online do mundo e traçamos o retrato desta mulher que acredita que descansar não é um luxo reservado apenas aos hippies e ricos.

Arianna Huffington: uma jornada de Atenas a Nova Iorque

Arianna Stassinopoulou nasceu em Atenas, em 1950, o próprio berço da democracia e do debate. Entre a prosperidade do pós-guerra e a chegada da ditadura militar em 1967, cresceu ciente das circunstâncias em que vivia. Já nessa altura, mesmo não existindo Internet, a paixão pelo jornalismo já tinha nascido graças ao pai que era ele mesmo um jornalista.

Assim, ao fazer 16 anos – momento que coincidiu com as eleições nacionais e os planos de golpe de estado na Grécia-, Arianna trocou a terra natal pelo Reino Unido. Em Cambridge, tirou um diploma em Economia e subiu à presidência dos corpos gerentes da Cambridge Union (na história da academia só duas mulheres tinham atingido tal privilégio).

Aos 20 anos tinha livros editados e aos 21 começou a trabalhar para a BBC. O trabalho era variado: protagonizava entrevistas em direto, enviava de França relatórios pormenorizados sobre os restaurantes Michelin mais cotados e teve a oportunidade de percorrer os festivais alternativos de música. A odisseia europeia terminou pela altura em que tinha 30 anos e trocou Londres por Nova Iorque. Os rumores dizem que o fez por males de amor.

Nos Estados Unidos, voltou a apaixonar-se e casou com Michael Huffington, um político californiano que acabou eleito para a Câmara dos Representantes em Washington. Escreveu as biografias de Maria Callas e Pablo Picasso. Fez rádio e, na televisão, trabalhou como comentadora e jornalista da National Review. A sua audácia enfureceu o movimento feminista mas, como disse em entrevista ao Expresso, “o género feminino tem tendência a ser admirado universalmente. Mas, se quer ser amada por todos, a mulher não deve ser jornalista”.

Huffington Post: o jornal e a política do descanso

The Huffington Post foi em 2005 o maior marco da já impressionante carreira de Arianna Huffington. O valor que atingiu em 5 anos captou a atenção mundial, inclusive da multinacional America Online (AOL) que agrega várias publicações e jornais online. Por essa altura, Arianna Huffington decidiu então vender a empresa à AOL por mais de 300 milhões de dólares, certificando-se no entanto que a publicação continuava a ser independente.

Em 2014, depois do seu novo livro “Thrice: The Third Metric to redefining success and creating a life of well-being, wisdom and wonder”, publicado em Março, a grega ortodoxa foi considerada uma das mulheres mais poderosas do mundo.

No livro, deixa bem clara a filosofia de vida que assumiu após o acidente que sofreu. Há cerca de 7 anos, o próprio trabalho a que tanto se dedicou ia ser a causa da sua morte. Um dia, acordou e deu consigo caída no chão do escritório. A primeira coisa que viu foi uma poça de sangue. Mais tarde, percebeu que tinha sofrido um ataque fulminante de exaustão e desmaiado. Dormia entre 4 a 5 horas por noite, um hábito nada saudável que mudou de imediato.

Este espírito não se aplica apenas a ela. Arianna Huffington decidiu transmitir para o Huffington Post esse lema de que “descansar é para todos”. Atualmente com mais de 800 funcionários, o jornal online procura valorizar todos os dias os seus trabalhadores como seres humanos.

Na redação, o cuidado pela saúde é uma prioridade: não há trabalho fora de horas, mesmo que se trate apenas de um e-mail relacionado com o trabalho. A alimentação é cuidada e saudável. As instalações da redação têm quartos para os trabalhadores dormirem sestas. Há sessões de ioga e meditação. Três semanas de férias e quem quiser fazer voluntariado pode fazê-lo durante 3 dias sem que tal implique cortes no seu salário mensal.

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