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Facebook e Google ajudam a combater a Ébola

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Facebook e Google ajudam a combater a Ébola

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A pior epidemia de Ébola provocou, até novembro de 2014, mais de 14 mil casos de infeção e 5160 mortes. O epicentro da doença terá começado em África mas alastrou-se a outros países fora do continente, nomeadamente a Espanha e aos EUA. Enquanto a imprensa lançou alertas a todo o mundo, dois gigantes da Internet deram um passo em frente e prestaram a ajudam.

Mas o que é o ébola?

O ébola é um vírus que causa uma doença que atinge os seres humanos e outros mamíferos. Os principais sintomas surgem após duas ou três semanas após a infeção, quando começam a surgir febres, garganta inflamada, dores musculares e dores de cabeça.

Numa fase seguinte da doença surgem outros sintomas como vómitos, diarreia e reações cutâneas, assim como insuficiência renal e hepática. Nos casos em que a doença está para além do tratamento, o doente morre entre o 6.º e o 16º dia após o início dos sintomas.

A transmissão ocorre apenas quando há contacto direto com sangue ou fluídos corporais de uma pessoa infetada ou através do contacto com objetos contaminados pelo vírus, especialmente agulhas e seringas.

O primeiro surto desta doença – que tem sido a causa da morte de milhares de pessoas nas últimas décadas – aconteceu em 1976. Uma vez que a doença surgiu em Yambuku, na República Democrática do Congo, o vírus foi nomeado com o mesmo nome do rio que corre na cidade: o Ébola.

Ébola: a primeira causa social que o Google combateu

Nunca ninguém imaginou o Facebook e o Google a atuar como filantropos e a apoiar causas sociais, mas a verdade é que aconteceu.

O Google manteve no ar uma campanha para angariar fundos para combater o ébola. Basicamente, por cada 1 dólar doado, o Google doaria dois até, por fim, se perfazerem os 7,5 milhões de dólares (equivalente a seis milhões de euros). A campanha terminou assim que o valor foi alcançado.

Este é um caso histórico para a multinacional norte-americana, uma vez que é a primeira vez que aceita o pedido dos utilizadores para ajudar a apoiar uma causa social.

O dinheiro angariado foi dividido entre as diferentes organizações associadas ao Google: Médicos Sem Fronteiras, International Rescue Commitee, Partners in Health e Save the Children.

Mas esta não foi a única iniciativa lançada pela multinacional: a empresa doou mais de dez milhões de dólares a associações sem fins lucrativos dedicadas ao combate da epidemia. À parte, o co-fundador e presidente executivo do Google, Larry Page, doou 15 milhões a uma fundação privada.

Também o Facebook não ficou indiferente à causa. O CEO e fundador da maior rede social do mundo, Mark Zuckerberg, fez um donativo no valor de 25 milhões de dólares para ajudar a combater o vírus e lançou uma campanha de doação de Ébola na sua página principal.

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Porque é que a Google escolheu a Ébola como primeira causa a ajudar?

O tema da Ébola tem sido bastante falado mas a Google reconheceu que não estava a ser canalizada ajuda suficiente para a causa. Ao contrário do que aconteceu com o terramoto no Haiti em 2010, por exemplo, em que milhares de voluntários se mobilizaram para ajudar e foram recebidos inúmeros donativos em poucas horas, o mesmo não aconteceu com a Ébola.

Assim, o Google decidiu levar até aos seus utilizadores algo sobre a Ébola: mais informação e a hipótese de fazer um contributo para ajudar.

Para além de todos os donativos que foram feitos, a Google tentou perceber se podia intervir de alguma forma mais prática e decidiu enviar uma equipa de engenheiros para trabalhar com os Médicos Sem Fronteiras e ajudá-los a desenvolver ferramentas capazes de detetar as origens da doença e a identificar novos casos.

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