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Parisa Tabriz, a princesa hacker que defende o Google

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Parisa Tabriz, a princesa hacker que defende o Google

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Chama-se Parisa Tabriz, tem 31 anos e é chefe da segurança informática do Google Chrome, o browser mais utilizado na rede. Vestida sempre de negro, é paga para pensar como os hackers e conhecida na web como a Princesa do Google. Conheça a história desta mulher, uma das poucas que teve a ousadia de se aventurar no mundo da segurança cibernética.

Por dia, hackers de todo o mundo tentam invadir sites e detetar falhas nos browsers, podendo assim lucrar a partir dos dados que extraem. Fora o dinheiro, os hackers atacam também com fins políticos.

Só para termos uma noção da dimensão deste cibercrime, apresentamos alguns casos recentes. Um gangue russo roubou 1,2 milhões de nomes de utilizadores a mais de 420 mil sites, com o propósito de vender essas informações no mercado negro.

Em 2013, a cadeia de supermercados Target sofreu um ataque que lhe valeu o roubou dos números de cartões de crédito de 40 milhões de clientes. Se formos mais atrás no tempo, encontramos ainda um caso polémico quando, em 2011, as contas de e-mail de 300 mil iranianos foram espiadas pelo Teerão.

Cada um destes casos foi provocado por ataques de hackers.

Mas fique descansado. Se usa o browser Google Chrome,  a sua navegação é segura e é a Parisa Trabriz que o deve.

Quem é Parisa Tabriz?

A história desta mulher começou longe dos computadores. Em miúda, pouco interesse tinha pelos estranhos aparelhos. Preferia sonhar com um futuro como estrela de rock e com cabelos cor-de-rosa, tal como uma personagem dos desenhos animados que via. Passava o tempo a desenhar e praticar desporto com os dois irmãos.

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Na Faculdade, estudou engenharia mas interessou-se pelo assunto da segurança cibernética. Aconteceu quase por acidente: o seu site pessoal – onde publicava fotografias e arte digital – foi alvo de um ataque por parte de hackers. Curiosa, Parisa Tabriz tentou perceber porque é que isso tinha acontecido e acabou por trilhar o caminho que hoje a define.

Ingressou então num clube da Faculdade sobre segurança na Internet. Era a única rapariga e, entre outras coisas, aprendeu estenografia, a arte de esconder informação em código à vista de todos. Divertia-se a enviar mensagens dissimuladas em fotos de gatinhos.

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Filha de pai iraniano e de mãe polaca, a norte-americana Parisa Tabriz continua a ser uma das poucas mulheres no meio da segurança da Internet e prefere ser tratada por Princesa do Google. Foi a própria que se auto proclamou assim e que escreveu o título real nos seus cartões de apresentação, durante uma conferência em Tóquio.

Parisa Tabriz lidera uma equipa de 30 pessoas que, todos os dias, ataca os sistemas de segurança do Google Chrome à procura de erros. É preciso pensar como um hacker para conseguir defender o browser . E só com esta ideia em mente é que a equipa será capaz de executar o trabalho eficientemente.

“Dou o exemplo de uma máquina de venda automática e incentivo-os a pensar em formas de de conseguir os chocolates sem pagar”, disse Parisa à revista Nature.

Num edifício onde a segurança é a palavra prioritária – e onde ninguém pode entrar, além da equipa – Trabriz trabalha com milhares de computadores que testam automaticamente a segurança do Google. A multinacional também promove concursos e oferece prémios no valor de 2 milhões de euros a quem indicar vulnerabilidades no sistema. Mas a Princesa do Google tem trabalhado bem e em 2014 só um hacker conseguiu atacar o browser.

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