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João Pedro Motta: O rapaz que disse “não” à Google

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João Pedro Motta: O rapaz que disse “não” à Google

 

O Google é um temido gigante da Internet. Quem é que nunca usou este motor de pesquisa para encontrar outros sites? Eu já utilizei, você já utilizou e aposto que todos os que estão à sua volta também já o fizeram. Porém, o alcance da empresa vai muito além da caixinha básica que aparece quando digitamos www.google.pt .

Detentora do maior sistema de publicidade online (Google Adsense), a multinacional dispõe ainda de ferramentas como o Trends, o Webmaster, o Analytics, o Maps, o Drive e uma série de outros que poderíamos continuar aqui a enumerar. Conclusão: o Google tem dinheiro, muito dinheito e é responsável hoje pela contratação de uma equipa que mantém tudo a funcionar por detrás dos computadores.

Quem estudou tecnologia e multimédia daria tudo para ter um emprego na Google, certo? Ao que parece, a empresa contrata os melhores entre os melhores, após sujeitar cada candidato a uma entrevista cheia de perguntas mirabolantes. Mas raro é quando é o Google a convidar alguém a trabalhar na sua empresa… e mais raro ainda quando essa pessoa recusa a proposta!

Neste post, conhecemos a história de um jovem brasileiro de 18 anos que disse “não” à Google por “não gostar de fazer coisas para os outros”.

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João Pedro Motta: A programar o seu sucesso

João Pedro Motta contava apenas com 12 anos quando, interessado pelo que ia lendo sobre programação nas comunidades do Orkut, decidiu investigar o assunto e aprender os básicos deste universo. Nessa altura, vivia na cidade Governador Valadores, em Minas Gerais. Não gostava de matemática, preferia as letras aos números e aquela complicação de códigos deixava-o com dores de cabeça.

Pouco a pouco, foi dominando os códigos e tornou-se num mestre. Em menos de nada, João Pedro Motta estava de regresso ao Orkut, desta vez não apenas para participar em discussões sobre programação mas para encontrar bugs presentes na plataforma. O esforço valeu-lhe o reconhecimento e vários aplausos mas ainda assim não chegava.

Não tardou até que surgisse o Web Dicas, um site onde punha em prática o que tinha aprendido: quer através da construção da própria página, quer através dos conteúdos que aí publicava, todos eles referentes a dúvidas do universo da programação e a descobertas que ia fazendo. Curiosos, programadores e interessados começaram a visitar o site, desconhecendo que a pessoa que o geria era um jovem rapaz menor de idade. João Pedro Motta temia que não lhe levassem a sério se assumisse a sua idade.

Em 2010, com 14 anos, tropeçou num erro do Twitter e fez de tudo para o corrigir. De novo o seu trabalho foi aplaudido mas dessa vez o aplauso veio acompanhado de uma proposta de emprego: o Twitter estava interessado em tê-lo na sua equipa. Obrigado a revelar a sua identidade e idade, o jovem brasileiro recusou mas ficou com a certeza de que aquele convite era um bom sinal.

 

Dois anos mais tarde, mudou-se então para São Paulo para trabalhar como freelancer. O jovem prodígio ia trabalhando a solo para pequenas e grandes empresas e, uma vez ou outra, recusava novas propostas que lhe chegavam – como o fez com os convites da Google – dando sempre a mesma justificação:“Nunca quis fazer as coisas para os outros”.

Em 2012, abre por isso a Plaay – um serviço de streaming de música que conta com mais de 100 mil utilizadores e com o patrocínio da Pepsi. A app da Plaay mantém-se entre as mais descarregadas na categoria “música” da Apple Store Brasil, provando o sucesso do jovem.

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